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30.1.13

Um filho por medida


Li este artigo hoje e senti-me um bocadinho "touché". Não que faça todas as coisas que se diz aqui, mas não posso dizer que não faça algumas delas. E tenho a certeza, que não sou a única mãe/pai que o faz.

Não conheço nenhum pai/mãe que não queira o melhor para os seus filhos, mas reconheço que, se calhar, a nossa geração de pais está a ficar muito exigente e a levar a parentalidade demasiado a sério.

Eu e o hubby tentamos que haja um balanço. Tão depressa dizemos que não a comer um gelado, como lhes enfiamos um chocolate no cesto da escola, sem eles esperarem.

Mas os meus filhos têm natação e inglês e judo. E ralhamos quando fazem pirraça com os amigos e quando são rebeldes. E só podem jogar consolas ao fim de semana. E não são brindados com comida especial se não gostarem do nosso jantar. E, sim, preferimos quando se portam bem.

Claro que também ficamos felizes quando saltamos a rotina e , por exemplo, fazemos gazeta à escola e os levamos a um programa divertido ou quando os deixamos acordados até nos irmos todos deitar, só porque sim.

Lá em casa queremos criar filhos inteligentes, diligentes, intuitivos, confiantes e bons carácteres. E se isso nos satisfaz é porque essa é a nossa medida. Posso então admitir que sim, queremos criar os filhos à nossa medida.

No final, não é o que queremos todos?

Até breve,

Mom(a)holic

25.1.13

O "sururu" da hiperactividade

E a minha interpretação do assunto da semana. 
Eu acho que a Crónica deste senhor,é um texto mal conseguido que fala Neste tipo de crianças e Neste tipo de pais. Se assim for até percebo. Só espero que estas ideias não o tornem Neste tipo de homem do qual este texto fala...

Até breve,
Mom(a)holic



23.1.13

Abraços apertados ou "mãe, o que me trouxe de presente?"


Acabo de aterrar em Lisboa depois de dois dias intensos de trabalho.
Sinto sempre mixed feelings quando tenho de viajar assim. Antes de ir nunca me apetece. Acho uma seca ter de deixar as crianças, o meu marido, a minha casa... Os dias antes da viagem passo-os a praguejar - ou porque tenho de fazer escala ou porque está a nevar ou porque não sei o que hei-de levar vestido ou porque simplesmente praguejo... Mas a partir do momento em que entro no avião o meu chip muda e no final acabo sempre por adorar. São dias em que estou 100 % concentrada no trabalho, que reencontro os meus colegas de outros países, que não tenho que me preocupar se fico a trabalhar até mais tarde, se tenho o jantar feito e se os banhos estão tomados. É um desligar da rotina diária que acaba por me dar muita energia e me faz sentir realizada. 

E quando chego a casa tenho sempre uns abraços grandes e apertados à minha espera (à minha e à dos presentes que trago na mala).

E vocês, o que sentem quando viajam sem as crianças?

Até breve,
Mom(a)holic

10.1.13

Quando menos é mais...


Os meus pais sempre me disseram que quando se tem filhos muitas coisas mudam. No meu caso, a mudança veio rápido. E o que mais mudou, nestes cinco anos, foi a minha atitude perante a vida. Definitivamente, desde que fui mãe, preciso de muito menos para ser feliz. 
Começo pela disponibilidade.
Antes de ser mãe, não falhava um programa com amigos. Festas, jantares, copos de final de tarde, saídas, férias...
E depois vieram os bebés. O "não posso, não tenho onde os deixar" passou a fazer parte da minha vida. Hoje em dia, faço metade dos programas que fazia mas vivo-os mais intensamente e divirto-me muito mais.

Depois no meu trabalho.
Tenho a sorte de fazer aquilo que me dá prazer. Quando comecei a trabalhar "dava o litro", fazia noitadas e enervava-me a inércia. Chegava a casa e não conseguia desligar. A partir do momento em que tive o primeiro filho, pus "travão a fundo", acalmei e reduzi. Claro que me custou, mas quando realizei que, ou me focava na carreira ou tinha tempo para os meus filhos, optei por ser menos exigente e ter mais tempo para nós.

E na ida às compras.
Com a chegada das crianças, o orçamento disponível lá de casa reduziu. O que antes dava para dois, agora tem de dar para quatro. E eu que adorava "enfeirar" todas as semanas, tive de me retrair. As compras são muito mais ponderadas. Prefiro comprar uma coisa boa e intemporal do que 50 peças que já não vou usar na próxima estação. E descobri que afinal não me fazem falta!

Hoje em dia, para mim, menos é claramente mais.

E convosco? Também aconteceu o mesmo?

Até breve,
Mom(a)holic

9.1.13

Motherhood


Um vídeo da Fiat que ilustra bem todas as Mom(a)holicas! Está top!

Para seguirem o blogue no facebook aqui.

Até breve!
Mom(a)holic

4.1.13

A loucura maternal


Ontem o hubby disse-me que gostava de comprar ao nosso filho mais velho (5 anos) uns ténis com rodinhas. Fiquei com um sobrolho de mãe preocupada e de imediato inspirada para este post.
Porque, se eu soubesse que a preocupação é uma constante da condição de ser mãe, se calhar tinha passado... Claro que estou a brincar! Não desistia dos meus filhos por nada deste mundo. Mas a realidade é que é quase ridículo a quantidade de preocupação que tive desde que soube que queria ser mãe. E eu acho que sou descontraída. Ora vejam:

Primeiro, estava preocupada por não conseguir engravidar. Depois passou.

Fiz dois testes de gravidez, porque estava preocupada que fosse um falso positivo (coisa que sei agora que não existe)...

“Paniquei” com os testes da trissomia, medição de pregas da nuca e afins...

Não dormi na noite antes do parto (das duas vezes), preocupada que alguma coisa corresse mal.

Passei a primeira noite dos meus filhos (e se calhar o primeiro mês) sem pregar olho, em pânico que deixassem de respirar. Era quase ridículo a quantidade de vezes que lhes mexia para ver se estavam vivos.

Tirei um PHd em pediatria no Google, onde diagnostiquei aos meus filhos doenças que estão erradicadas em Portugal ( o que o meu querido pediatra se deve ter rido...)

Fiz jogos de desenvolvimento ao meu filho mais novo (note-se que a minha àrea é comunicação e não psicologia infantil) para perceber se o facto dele não falar tanto como o irmão quando tinha a sua idade era um caso grave ou não... e hoje está ótimo...

Basicamente, chego à conclusão que foram cinco anos de preocupações ridículas e que, se calhar,  devia era preocupar-me com a minha sanidade...

Se é assim agora, como é que vai ser quando eles tirarem a carta???

E vocês mom(a)holicas? Quais são as vossas preocupações?

Até breve!
Mom(a)holic
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